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domingo, 25 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Festival de vídeo de pernambuco-Inscricões abertas
Inscrições abertas no Cinema do Parque ou pelos correios;Cada diretor pode inscrever até dois vídeos por cada mostra: geral e universitária
Art. 2º - Os prêmios serão atribuídos nas seguintes categorias:
I - MOSTRA GERAL:
a) Documentário;
b) Vídeo-Clipe;
c) Ficção;
d) Experimental;
e) Animação;
II - MOSTRA UNIVERSITÁRIA:
a)Documentário
b)Ficção
c)Animação
...
Art. 7º - As inscrições para a Mostra Competitiva deverão ser realizadas pelos concorrentes, entre o período de 13 a 16 de outubro de 2009, pelos correios – via sedex – ou pessoalmente, no horário e expediente do Serviço Público Municipal, no endereço abaixo indicado:
Teatro do Parque
Gerencia Operacional de Audiovisual
Rua do Hospício, 81 - Boa Vista - Recife/PE
CEP: 50060-080 - Fone: 81- 3232.1556
Parágrafo Primeiro - O Regulamento da Mostra Competitiva poderá ser obtido a partir do dia28 de setembro de 2009, na Internet, nos endereçoshttp://www.fundarpe.pe.gov.br(Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Pernambuco) ouhttp://www.recife.pe.gov.br (Prefeitura da Cidade do Recife).
Parágrafo Segundo - Para os concorrentes que optarem por fazer sua inscrição pelos correios, será admitido pedido de inscrição via Sedex, postado até o último dia estabelecido para as inscrições – 16 de outubro de 2009 -, dirigido diretamente à Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Pernambuco no endereço abaixo indicado:
Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Pernambuco
Coordenadoria do Audiovisual
Ref.: 11º Festival de Vídeo de Pernambuco
Rua da Aurora, nº 463/469 - Boa Vista - Recife/ PE
CEP: 50.050-000
...
Art. 8º - Os concorrentes – pessoas físicas ou jurídicas - deverão apresentar seus respectivos pedidos de inscrições em um envelope lacrado, contendo:
I – três cópias de cada vídeo em DVD, todos com capas e devidamente identificados;
II – duas cópias impressas da ficha de inscrição, totalmente preenchidas, de acordo com modelo anexo;
III – Um CD de divulgação do Vídeo inscrito contendo:
a) 03 (três) fotos de divulgação com mínimo de 300 DPI sem interpolação,
b) sinopse do filme (com máximo de 05 linhas – fonte Arial - corpo 12)
c) ficha técnica (contendo no mínimo: direção:/produção:/fotografia:
d) Cópia da ficha de inscrição totalmente preenchida.
Parágrafo Primeiro – A apresentação do DVD com erro de leitura implicará na desclassificação do vídeo inscrito ainda na fase de pré-análise.
Parágrafo Segundo - Serão aceitos releases, cartazes e qualquer outro material que permita a melhor divulgação do vídeo
segunda-feira, 13 de julho de 2009
A boca está aberta!

Está aberto o edital para a edição 2009 da revista que faz um mapeamento da produção contemporânea brasileira das artes visuais.
Boca. Uma revista sem palavras.
Mais uma vez, a produção contemporânea de artes visuais do país ganha espaço em Pernambuco. Estão abertas as inscrições para o edital da Revista Boca, que chega em 2009 ao segundo número para instigar a reflexão sobre a cultura visual. Idealizada pelos designers Lucídio Leão, Rodrigo Sushi, Sebba Cavalcante e pela artista plástica Bruna Pedrosa, a Boca recebe a partir deste ano a produção, edição e distribuição do Grupo Paés.
A Boca é uma revista de matérias visuais, sem texto, composta por trabalhos de colaboradores. Por isso, a Boca está aberta para quem ilustra, tatua, grafita, fotografa e para quem mais se expressa visualmente. Iniciativa pioneira, a Boca é um canal de divulgação, e também um suporte para onde artistas possam criar com exclusividade.
As propostas, com tema livre, deverão ser enviadas até o dia 14 de agosto de 2009, armazenadas em CD ou DVD. A Boca não cobra nenhuma taxa de participação, como também não paga pelas obras publicadas. O autor, caso selecionado, além de ver seus trabalhos publicados e receber cinco exemplares da revista, terá em mãos um suporte que já ganhou, no primeiro número, reconhecimento de qualidade editorial e gráfica.
As colaborações deverão ser entregues no escritório do Grupo Paés. Os trabalhos também podem ser enviados pelos Correios. Nesse caso, será considerada a data da postagem. O regulamento e dicas com a melhor maneira de fechar os arquivos estão disponíveis no http://www.revistaboca.org/.
Boca 2009
Para esta segunda edição, o núcleo editor da revista selecionará até 46 trabalhos para suas 96 páginas. Cada um deles terá de uma até três páginas duplas na publicação, com tiragem de mil exemplares.
A revista será rodada em formato 23 X 30 cm, colorida e em papel offset. A impressão conta com a tecnologia e qualidade da Companhia Editora de Pernambuco – Cepe.
Após os três anos de adormecimento para renovação do projeto, a revista reaparece no mercado em publicações anuais. Em 2009, ganha fôlego com apoio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). Outra mudança é que, além de uma pequena distribuição gratuita, a segunda edição da Boca poderá ser encontrada em lojas especializadas de todo o Brasil. Para isso, encontra junto ao Grupo Paés parceiros de divulgação em vários estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador
e países como Espanha e França.
Assim, espera-se que a Boca aumente o número de inscritos, sem contar com os trabalhos que não foram selecionados para a primeira edição, já considerados reinscritos pela curadoria. Na primeira edição, em 2006, foram mais de 300. Dessas, 33 entraram na Boca, que contou tanto com artistas iniciantes, como de renome nacional.
A Boca está aberta.
SERVIÇO
Incrições até 14 de agosto de 2009
Grupo Paés/Revista Boca
Rua José Bonifácio, 205 sala 204,
Madalena Recife – PE
CEP 50.710-000
http://www.revistaboca.org/
+55 81 3445.4869
Informações atualizadas
e imagens para download,
no site http://www.revistaboca.org/
pra notícias fresquinhas no twitter: www.twitter.com/boca2009pra comunidade do orkut, procurar: BOCA_
sexta-feira, 22 de maio de 2009
PARANGOLÉ DE MUITOS (Manifestacao)

[ PARANGOLÉ DE MUITOS ](Rio de Janeiro)
O IMAGINARIO PERIFÉRICO, a EBAUFRJ, a ECOUFRJ, a UNIVERSIDADE NÔMADE e o PROJETO HÉLIO OITICICA, convocam todos os artistas interessados a participar da manifestação PRÓ Hélio Oiticica a fazerem seus parangolés conforme instrução abaixo e se juntarem a esse corpo coletivo pedindo a permanência da obra de HO no Centro de Arte que leva seu nome.
Rua Luís de Camões 68 Centro Rio de de Janeiro [Em frente ao Centro de Arte Hélio Oiticica]
Video-performances do Imaginário Periférico na obra Rodislândia no Centro H.O.
1- cada extensão de pano deve medir 3 metros de comprimento.
3- alfinetes de fralda devem ser usados para a construção da capa, que será depois cosida.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Arte Atual e contexto-America Latina.
Por Desiré Vidal Argentina
P: Num comentário referiste a existência e a partilha de uma série de códigos internacionais no mundo da arte, uma espécie de latim culto que deriva em novas linguagens populares. Por exemplo, em relação ao trabalho de um artista da Palestina ou de um outro do Brasil, se existem elementos próprios do lugar, ligados ao contexto e ao modo de resolver tecnicamente uma obra, já no que diz respeito aos formatos, aos temas e às problemáticas, elas são as mesmas. Isto poderá acontecer naqueles países que não fazem parte do mainstream, dos circuitos internacionais da arte devido a uma postura política decididamente antiglobal, com discursos localistas e individualistas, como é o caso da Venezuela de Chávez ou de Cuba?
R: O que Chávez está a fazer é realmente louco. A Venezuela tinha e ainda tem colecções de arte contemporânea, nacional e internacional, impressionantes, fruto das fortunas milionárias da época do petróleo que hoje em dia estão paralisadas. Quando Chávez tomou o poder, encarregou-se pessoalmente de eliminar e até de ridicularizar publicamente os directores e responsáveis de centros e museus de arte públicos, profissionais altamente qualificados, com carreiras muito prestigiadas. Curadores, críticos, historiadores… muito respeitados internacionalmente. Um belo dia, estas pessoas souberam pela rádio que tinham sido demitidas dos seus cargos. Foi o próprio Chávez que anunciou: “E agora vamos limpar os museus da burgesia. M.ª Elena Ramos, directora do Museu Nacional de Belas Artes, ponchaaaaá” (termo do calão do baisebol), e assim sucessivamente. Foi uma situação lamentável e patética.
P: O que é realmente preocupante é o seu amplo raio de acção e influência. Poderá desencadear um novo modo de pensar e actuar e de ser latino-americano, mas desperta desconfiança pelos seus modos pouco transparentes e pouco democráticos.
R:Não, não acredito. Felizmente, com a queda do preço do petróleo ficou sem dinheiro e terá menos poder. Tudo leva a crer que financiou a campanha de Cristina Kirchner: o voo em que enviaram a famosa mala era o décimo terceiro desse avião, pelo que possivelmente teriam enviado outras malas antes. A sua influência sobre outros países da América Latina estava ligada ao dinheiro, mas agora já não tem tantas malas. Penso e confio que isso não vai durar muito tempo. Nas mais recentes eleições, foi eleito por uma pequena margem de votos e o país está dividido em dois.
P: E Cuba?
R: Restam 10 anos ao regime. Foi-se aguentando porque foi apoiado por Chávez. P: Continuas a viver em Cuba? R: Sim estou a viver em Cuba mas totalmente marginalizado pelo regime, sou um in-exilado, um exilado dentro do meu próprio país. Não posso ensinar, não posso publicar, dar uma conferência, não posso fazer nada, não há acesso à Internet, nada. Podemos fazer coisas subterraneamente, por nossa própria conta, mas se organizamos algo com outras pessoas, tudo se complica. Cada vez que saio tenho de pedir uma autorização ao Estado, e isso implica um processo muito burocrático que demora dias. Assim, sempre que saio, faço-o por períodos longos para trabalhar em diferentes lugares. E concedem-me as autorizações porque sou convidado de entidades e instituições com muito prestígio, a quem não lhes interessa dizer não, para evitar escândalos. Cada vez que viajo tenho que justificar aonde vou, com quem, para quê…
P: E o trabalho que realizaste para a Bienal de Cuba e no Ministério da Cultura?
R: Sim, assim foi, mas aparte disso o meu trabalho mais importante na época foi o de crítico de arte. Durante a década de 80 ocorreram processos culturais renovadores em que participei activamente e em que desenvolvi o meu trabalho de crítico de arte. Fui um dos protagonistas desse processo e estive muito vinculado à vida cultural do meu país. Essa é uma das razões porque não saí do país, quis continuar a trabalhar aqui de uma maneira crítica e independente.
P: Não podem ter acesso à Internet nem a uma conta de e-mail. Não há acesso legal a uma vasta informação digital nem à rede global. Nota-se essa distância entre os criadores out-net e os in-net?
R: Não se podem pôr portas no ciberespaço! Essa é uma das manifestações mais evidentes da falta de sentido do regime. As novas tecnologias tornaram a situação incontrolável. Por exemplo, um artista faz um vídeo em Cuba, alguém leva uma cópia para fora e começa a circular, e a ter vida própria fora da ilha. O ministério do Interior de Cuba dedica-se a desenvolver programas informáticos para poder rastrear as conexões ilegais na Internet...é uma loucura. Outro caso é blog Generación Y de Yoanni Sánchez, que é o blog independente mais conhecido de entre os muitos que surgiram em Cuba. Chama-se assim como referência a toda uma geração de crianças que receberam nomes que imitavam sons estrangeiros e eram símbolo de estatuto social.
P: Podes falar-me acerca de como surgiu e como avalias o projecto que dirigiste durante este ano “Nove Cutadores discutem a sua obra”. Qual é o papel do curador? Que perfil e formação implica? É necessário o exercício da crítica para não repetir, não cair em formalismos…
R: Este projecto de formação surgiu a convite de Lidia Blanco, directora do Centro Cultural de Espanha em Buenos Aires, e veio cobrir um vazio. Na Argentina existem muitos artistas, galerias, espaços, propostas independentes, mas as possibilidades de formação para curadores são practicamente inexistentes. Neste contexto, pensei que seria uma contribuição possível convocar uma variedade de curadores internacionais a apresentar o seu trabalho junto de curadores, artistas e críticos de Buenos Aires e de Santiago do Chile, sobretudo aos jovens, numa série de encontros mensais ao longo de nove meses. Expor a sua produção como matéria de análise e discussão, criando um espaço de trabalho flexível e adaptado às necessidades concretas dos curadores, e estabelecendo uma rede entre todos. Para a maioria dos participantes permitiu-lhes conhecer pessoalmente, e pela primeira vez, excelentes profissionais como Cuauhtémoc Medina, Vicente Todolí, Taiyana Pimentel... E não foi difícil atraí-los e entusiasmá-los para participarem neste projecto, dado o seu perfil e a sedução que o passado histórico e literário de Buenos Aires desperta. Uma das debilidades destes projectos que se desenvolvem em países subdesenvolvidos é que não se capitaliza o esforço realizado. Neste sentido, a chave é o papel desempenhado pela Rede de Centros Culturais de Espanha na América Latina, espaços de dinamização, activação e produção cultural dirigidos por professionais com ideias, com vontade, que não são burocratas. Em muitos lugares estos centros implicaram a renovação cultural, como sucedeu com o desaparecido centro cultural de La Habana.
P: Partilho essa opinião, sem dúvida. Contudo, estes equipamentos culturais que contam com mais recursos, meios, redes e infraestructuras do que os mais locais, exercem habitualmente um papel de apadrinhamento da dinâmica cultural de uma cidade, tanto que nalguns casos, acabam por desenvolver-se relações de dependência que eclipsam as iniciativas independentes ou mais modestas.
R: Sim, é possível que isso aconteça, mas o que é que se pode fazer. Acho que não concorrem uns com os outros, pois cada um tem um papel importante a desempenhar e cada um cumpre o seu ciclo. No caso dos projectos desenvolvidos por artistas e colectivos, estes têm normalmente uma vida relativamente breve, seja em Buenos Aires ou em Londres. O papel de uma instituição é diferente, os centros culturais de Espanha cobrem um vazio institucional que é evidente em muitos casos. A actividade artística em geral está muito necessitada de renovação, da entrada de novos olhares, e se pensarmos na grandeza do país, a cena artística de primeira ordem é muito reduzida se a comparamos com a do Brasil ou com a da Colômbia.
P: Estiveste a trabalhar para o New Museum of Art de Nova Iorque. Como é que eles nos vêem?
R: Não procuram o exotismo porque já não interessa. Não te querem pela tua origem, não lhes interessa de onde vens, mas para onde vais. Hoje em dia o artista circula com nome próprio mas sem apelidos nacionais. Podem ainda existir circuitos a quem interessa explorar os tópicos e estereótipos da nação de origem do artista tendo em vista um mercado muito concreto, mas isso não tem nenhum sentido hoje em dia no circuito internacional da arte, sobretudo quando comprovamos que a arte contemporânea se aprende, descobre-se e distribui-se pela Internet. Quando vês o currículo de qualquer artista percebes que o seu itinerário profissional se faz em diversos países ou cidades. O mais importante é: como é que a diferença produz novos significados nos códigos internacionalizados.
P: Em que projecto estás a trabalhar?
R: Agora mesmo estou a trabalhar num projecto em Córdoba (Espanha) com os pátios tradicionais, um espaço de exposição potente, com linhas discursivas entre o público e o privado, o tradicional e o contemporâneo… Interessa-me trabalhar com lugares ou cenários fora da protecção do cubo branco. Chama-se “El patio de mi casa. Arte contemporáneo en patios de Córdoba” e apresenta-se entre 15 de Outubro e 29 de Novembro. Vai ser um bom projecto, está a ser muito interessante trabalhar com os propietários destes pátios, que são património cultural da cidade, e com os artistas visitantes.
Disponível em: www.a-desk.org/spip/spip.php?article239
CONVOCATORIA AL 5º FICIFF FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINE INDEPENDIENTE DE LA PLATA - FESTIFREAK
El Grupo Freak te invita a participar de la 5ª Edición del FICIFF Festival Internacional de Cine Independiente de La Plata FestiFreak, que se realizará en el Centro Cultural Pasaje Dardo Rocha, ciudad de La Plata, Argentina, del 17 al 25 de octubre de 2009.La convocatoria está dirigida a personas de cualquier país del mundo, sin restricciones de edad, que hayan realizado sus cortometrajes durante 2008 hasta la fecha. Podrán participar cortometrajes en las categorías Ficción, Animación, Documental, Experimental y Videoclip.Se concederá un premio por cada categoría: 1º Premio Categoría Ficción de $ 1000, un 1º Premio Categoría Documental de $ 1000, 1º Premio Categoría Experimental de $1000, 1º Premio Categoría Videoclip de $1000 y un 1º Premio Categoría Animación de $ 1000 a los directores de las obras elegidas, además de Menciones Especiales que el jurado considere necesarias.Los cortometrajes deben tener una duración máxima de 15 minutos y la recepción se realizará hasta el 11 de septiembre de 2009 todos los días de 8 a 22 hs. en el Centro Cultural Pasaje Dardo Rocha, calle 50 entre 6 y 7, CP 1900, La Plata, Buenos Aires, Argentina. El FICIFF – FestiFreak estará recibiendo nuevamente la muestra itinerante del BAFICI Buenos Aires Festival de Cine Independiente, que incluye una selección con lo mejor de ese festival.Esta 5º Edición del FICIFF Festival Internacional de Cine Independiente de La Plata FestiFreak es organizada por el Grupo Freak, y cuenta con el apoyo de la Municipalidad de La Plata, la Dirección de Cultura y Educación de la Provincia de Buenos Aires, el Instituto Cultural de la Provincia de Buenos Aires, la Universidad Nacional de La Plata y el INCAA Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales.
domingo, 19 de abril de 2009
Tradução do Manifesto "Altermodern" de Nicola Bourriaud.
ALTERMODERN – PÓS-MODERNISMO ESTÁ MORTOMais genericamente, a nossa percepção globalizada exige novas formas de representação: a nossa vida quotidiana se dá num enorme cenário mais do que nunca, e depende agora de entidades transnacionais, de viagens de curta ou longa distância, em um universo caótico e prolífico.
Muitos sinais indicam que o período histórico definido pelo pós-modernismo está chegando ao fim: multiculturalismo e o discurso de identidade estão sendo ultrapassados por um movimento planetário de “creolização”. O relativismo cultural e a desconstrução, que substitui o universalismo modernista, não nos dão armas contra a dupla ameaça da cultura de massa uniforme e de uma regressão tradicionalista de extrema-direita.
Os tempos parecem propícios para a recomposição de uma modernidade no presente, reconfigurado de acordo com o contexto específico em que vivemos - crucial na era da globalização - entendido em seus aspectos econômicos, políticos e culturais: uma altermodernidade.
Se o Modernismo do século XX foi sobretudo um fenômeno da cultura ocidental, a altermodernidade decorre de negociações planetárias, discussões entre agentes de diferentes culturas. Desprendido de um centro, ele só pode ser poliglota. A Altermodernidade caracteriza-se pela tradução, ao contrário do modernismo do século XX, que falava o idioma abstrato do ocidente colonial e do pós-modernismo, que resumia o fenômeno artístico às origens e identidades.
Estamos entrando na era da legendagem universal, da dublagem generalizada. Hoje, a arte explora os laços que texto e imagem tecem entre si. Artistas percorrerem uma paisagem cultural saturada com sinais, criando novos percursos entre múltiplos formatos de expressão e de comunicação.
O artista se torna "homo viator", o protótipo do viajante contemporâneo cuja passagem por signos e formatos remete a uma experiência de mobilidade contemporânea, viagens e transpassagens. Esta evolução pode ser vista na maneira como as obras são feitas: um novo tipo de forma está surgindo, a forma-viagem, feita de linhas traçadas tanto no espaço e como no tempo, materializando trajetórias em vez de destinos. A forma do trabalho exprime um curso, um vaguear, em vez de um espaço-tempo fixo.
A arte altermoderna é assim entendida como um hipertexto; artistas traduzem e transcodificam a informação de um formato para outro, e passeiam pela geografia, assim como pela história. Isto dá origem a práticas que podem ser referidas como "time-specific", em resposta ao "site-specific", trabalho dos anos 60. Rotas de voo, programas de tradução e cadeias de elementos heterogêneos articulam-se mutuamente. O nosso universo torna-se um território em que todas as dimensões podem ser percorridas tanto no tempo como no espaço.
A “Tate Triennial 2009” se apresenta como uma discussão coletiva sobre esta hipótese do final do pós-modernismo e da emergência de uma altermodernidade global.
More generally, our globalised perception calls for new types of representation: our daily lives are played out against a more enormous backdrop than ever before, and depend now on trans-national entities, short or long-distance journeys in a chaotic and teeming universe.
Many signs suggest that the historical period defined by postmodernism is coming to an end: multiculturalism and the discourse of identity is being overtaken by a planetary movement of creolisation; cultural relativism and deconstruction, substituted for modernist universalism, give us no weapons against the twofold threat of uniformity and mass culture and traditionalist, far-right, withdrawal.
The times seem propitious for the recomposition of a modernity in the present, reconfigured according to the specific context within which we live – crucially in the age of globalisation – understood in its economic, political and cultural aspects: an altermodernity.
If twentieth-century modernism was above all a western cultural phenomenon, altermodernity arises out of planetary negotiations, discussions between agents from different cultures. Stripped of a centre, it can only be polyglot. Altermodernity is characterised by translation, unlike the modernism of the twentieth century which spoke the abstract language of the colonial west, and postmodernism, which encloses artistic phenomena in origins and identities.
We are entering the era of universal subtitling, of generalised dubbing. Today's art explores the bonds that text and image weave between themselves. Artists traverse a cultural landscape saturated with signs, creating new pathways between multiple formats of expression and communication.
The artist becomes 'homo viator', the prototype of the contemporary traveller whose passage through signs and formats refers to a contemporary experience of mobility, travel and transpassing. This evolution can be seen in the way works are made: a new type of form is appearing, the journey-form, made of lines drawn both in space and time, materialising trajectories rather than destinations. The form of the work expresses a course, a wandering, rather than a fixed space-time.
Altermodern art is thus read as a hypertext; artists translate and transcode information from one format to another, and wander in geography as well as in history. This gives rise to practices which might be referred to as 'time-specific', in response to the 'site-specific' work of the 1960s. Flight-lines, translation programmes and chains of heterogeneous elements articulate each other. Our universe becomes a territory all dimensions of which may be travelled both in time and space.
The Tate Triennial 2009 presents itself as a collective discussion around this hypothesis of the end of postmodernism, and the emergence of a global altermodernity.